A Anthropic anunciou nesta terça-feira (9) a chegada do Claude Fable 5, modelo que a empresa classifica como a inteligência artificial mais avançada já disponibilizada ao público. A novidade marca a estreia da classe Mythos para usuários em geral, uma geração de sistemas apresentada em abril e que supera a linha Opus, até então considerada o topo do portfólio da companhia.
Segundo a empresa, o Claude Fable 5 foi desenvolvido para lidar com tarefas altamente complexas, apresentando desempenho de destaque em áreas como engenharia de software, análise de dados, pesquisa científica, visão computacional e raciocínio avançado.
Apesar da liberação ampla, a Anthropic adotou medidas de segurança para limitar o uso do modelo em temas considerados de maior risco. Solicitações relacionadas a cibersegurança, biologia, química ou técnicas de extração de conhecimento de modelos de IA poderão ser redirecionadas automaticamente para uma versão menos poderosa, o Claude Opus 4.8.
A companhia afirma que a decisão reflete o salto de capacidade alcançado pela família Mythos. De acordo com a Anthropic, esses sistemas demonstram elevado potencial para identificar e explorar vulnerabilidades em softwares, o que poderia facilitar ataques cibernéticos mais sofisticados caso fossem utilizados de forma indevida. A empresa estima que mais de 95% das interações não serão impactadas pelas restrições, embora reconheça que alguns pedidos legítimos possam ser bloqueados por precaução.
Junto com o lançamento, a Anthropic também revelou o Claude Mythos 5, uma versão com parte dessas salvaguardas removidas. Neste primeiro momento, o acesso será restrito a parceiros selecionados que atuam na proteção de infraestruturas críticas e na defesa cibernética por meio do Project Glasswing, iniciativa desenvolvida em parceria com o governo dos Estados Unidos. A expectativa é ampliar gradualmente a disponibilidade do sistema para um grupo maior de usuários considerados confiáveis.
Segundo a empresa, o Mythos 5 reúne algumas das capacidades de cibersegurança mais avançadas já vistas em modelos de inteligência artificial, sendo capaz de localizar e explorar falhas de software com velocidade e precisão sem precedentes.
A Anthropic também destacou o potencial da tecnologia para acelerar pesquisas científicas. Em testes internos, o modelo teria contribuído para etapas do desenvolvimento de medicamentos, auxiliado no design de proteínas e gerado hipóteses inéditas em biologia molecular que passaram a ser avaliadas experimentalmente por pesquisadores.
