A corrida pelo Palácio do Planalto ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (3), com a divulgação da pesquisa Nexus/BTG Pactual, que mostra uma redução da distância entre os dois principais nomes da disputa presidencial.

No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 41% das intenções de voto. Em seguida está o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 37%. Os demais candidatos aparecem mais distantes: Renan Santos (Missão) registra 4%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) soma 3%. Brancos, nulos e indecisos completam o levantamento.

O levantamento entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Os números indicam uma disputa mais equilibrada do que a observada em levantamentos anteriores. Embora Lula permaneça na liderança, a diferença para Flávio Bolsonaro diminuiu, tornando a campanha mais competitiva às vésperas do início oficial da propaganda eleitoral.

Segundo turno

A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, o presidente registra 46%, enquanto o senador aparece com 45%. Como a diferença está dentro da margem de erro, o instituto considera que há um empate técnico entre os dois candidatos.

O resultado reforça que a disputa tende a ser decidida por uma parcela do eleitorado que ainda pode mudar de posição durante a campanha, especialmente diante dos debates, entrevistas e programas eleitorais.

O que explica a aproximação

Analistas políticos apontam que a consolidação das candidaturas e a definição das alianças partidárias têm contribuído para a polarização entre os dois principais concorrentes. Ao mesmo tempo, candidatos de partidos menores ainda buscam ampliar sua visibilidade para conquistar espaço no eleitorado.

Outro fator observado é a redução do número de eleitores indecisos em relação aos primeiros levantamentos do ano, fenômeno comum à medida que a campanha ganha intensidade.

Campanha entra em nova fase

Com o calendário eleitoral avançando, as campanhas devem intensificar viagens, participação em eventos, produção de conteúdo para rádio, televisão e plataformas digitais, além da apresentação de propostas para áreas como economia, saúde, segurança pública e geração de empregos.

A expectativa é de que novas pesquisas sejam divulgadas nas próximas semanas, acompanhando o impacto das convenções partidárias, da propaganda eleitoral e dos primeiros debates entre os candidatos.

Embora os levantamentos indiquem tendências importantes, especialistas lembram que pesquisas de intenção de voto representam apenas um retrato do momento em que foram realizadas e não antecipam, por si só, o resultado das urnas.