Sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central começa a ganhar espaço em estabelecimentos internacionais por meio de parcerias entre empresas de tecnologia financeira, facilitando compras e reduzindo custos para turistas brasileiros.

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, vem ampliando sua presença além das fronteiras nacionais. Nos últimos meses, brasileiros passaram a conseguir utilizar o Pix para realizar pagamentos durante viagens ao exterior em diversos estabelecimentos comerciais, graças a parcerias entre fintechs, instituições financeiras e empresas especializadas em meios de pagamento internacionais.

Embora o Pix continue sendo um sistema doméstico, soluções tecnológicas passaram a integrar o método brasileiro com plataformas de pagamento estrangeiras, permitindo que turistas realizem compras utilizando reais diretamente de suas contas bancárias.

A novidade representa mais praticidade para viajantes e pode reduzir a necessidade de portar grandes quantias em dinheiro ou depender exclusivamente de cartões internacionais.

Como o Pix funciona fora do Brasil?

Na prática, o Pix não opera diretamente nos sistemas bancários de outros países. O funcionamento ocorre por meio de empresas intermediárias que fazem a conversão da operação.

Em muitos estabelecimentos participantes, o consumidor encontra um QR Code específico para pagamento. Ao escaneá-lo com um aplicativo compatível, o valor é apresentado em reais, já considerando a conversão cambial e eventuais taxas aplicáveis.

Após a confirmação, o pagamento é realizado instantaneamente por meio do Pix, enquanto a empresa intermediária liquida a operação para o comerciante na moeda local.

Para o consumidor, a experiência é semelhante ao uso do Pix em território brasileiro.

Em quais países já é possível utilizar?

A disponibilidade varia conforme as parcerias firmadas por bancos, fintechs e empresas de pagamento.

Entre os destinos que já contam com estabelecimentos aptos a receber pagamentos por soluções integradas ao Pix estão, em diferentes níveis de cobertura:

  • Argentina;
  • Portugal;
  • Estados Unidos;
  • Uruguai;
  • Chile;
  • França;
  • Espanha;
  • Itália.

A expansão ocorre principalmente em regiões com grande fluxo de turistas brasileiros, como centros comerciais, restaurantes, hotéis e lojas de varejo.

A tendência é que novos países sejam incorporados gradualmente à medida que mais empresas adotem a tecnologia.

Quais são as vantagens?

O uso do Pix em viagens internacionais oferece uma série de benefícios para os consumidores.

Entre eles estão:

  • Pagamento instantâneo;
  • Menor necessidade de transportar dinheiro em espécie;
  • Conversão transparente do valor da compra;
  • Facilidade de utilização por meio do celular;
  • Redução da dependência de cartões internacionais;
  • Maior controle dos gastos em tempo real.

Além disso, alguns serviços oferecem taxas competitivas quando comparadas às cobradas em determinadas operações com cartões de crédito internacionais.

Há cobrança de taxas?

Embora o Pix tradicional seja gratuito para pessoas físicas em muitas operações realizadas no Brasil, os pagamentos internacionais podem envolver custos.

Isso ocorre porque existe a conversão entre moedas e a participação de empresas responsáveis pela liquidação da transação no exterior.

As taxas variam conforme a instituição financeira, a fintech utilizada e o parceiro responsável pela operação.

Por esse motivo, especialistas recomendam verificar previamente o câmbio aplicado e os encargos antes de confirmar o pagamento.

Segurança permanece elevada

Como a operação continua utilizando a infraestrutura do Pix para autorizar a transferência, o sistema mantém os padrões de segurança já conhecidos pelos usuários brasileiros.

Além das camadas de proteção adotadas pelas instituições financeiras, muitos aplicativos exigem autenticação por biometria, senha ou reconhecimento facial antes da conclusão do pagamento.

Ainda assim, especialistas orientam que os viajantes utilizem apenas aplicativos oficiais e realizem pagamentos em estabelecimentos confiáveis.

Pix internacional ainda está em expansão

Apesar do avanço das soluções privadas, o Pix ainda não funciona de forma totalmente integrada entre bancos centrais de diferentes países.

O Banco Central brasileiro acompanha iniciativas voltadas à interoperabilidade entre sistemas de pagamentos instantâneos ao redor do mundo, o que poderá ampliar ainda mais o uso internacional da tecnologia nos próximos anos.

Especialistas avaliam que a evolução dos pagamentos digitais deverá facilitar transações internacionais, reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade dos meios eletrônicos de pagamento.

Tendência para o turismo internacional

Com o crescimento do turismo internacional e da digitalização dos serviços financeiros, o uso do Pix fora do Brasil tende a se tornar cada vez mais comum.

A expectativa do mercado é que novas parcerias ampliem a aceitação da modalidade em hotéis, restaurantes, atrações turísticas, lojas e serviços de transporte, oferecendo aos brasileiros uma alternativa prática, rápida e segura para realizar pagamentos durante viagens ao exterior.