Quase 3.000 mortes registradas na Inglaterra entre os meses de maio e junho foram associadas à onda de calor que atingiu o país, segundo levantamento divulgado por pesquisadores de saúde pública.

De acordo com a análise, o aumento das temperaturas elevou a mortalidade principalmente entre pessoas com mais de 65 anos e pacientes com doenças cardiovasculares, respiratórias e outras condições crônicas. Os especialistas classificam o calor extremo como um fator que agrava problemas de saúde já existentes.

Os dados mostram que a maior parte das mortes ocorreu durante os dias em que as temperaturas permaneceram acima da média histórica para o período. Regiões urbanas, onde o efeito conhecido como "ilha de calor" intensifica as altas temperaturas, concentraram parte significativa dos casos.

Autoridades de saúde reforçaram os alertas para que a população mantenha hidratação adequada, evite exposição ao sol nos horários de maior calor e acompanhe pessoas consideradas mais vulneráveis, como idosos e pacientes com doenças preexistentes.

O levantamento também reacendeu o debate sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde pública. Especialistas afirmam que eventos de calor extremo têm se tornado mais frequentes na Europa e exigem medidas de adaptação por parte dos sistemas de saúde e das administrações locais.

A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido informou que continua monitorando os efeitos das altas temperaturas e mantém protocolos para resposta durante períodos de calor intenso. Meteorologistas indicam que novas ondas de calor poderão ocorrer ao longo do verão europeu.

Os pesquisadores destacam que as estimativas representam mortes em excesso associadas às condições climáticas e são utilizadas para avaliar o impacto de eventos extremos sobre a população e orientar políticas públicas de prevenção.